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A homeopatia trata a dengue?

Trata sim. O tratamento homeopático nas epidemias não é nenhuma novidade. A história da Homeopatia registra no começo do sec. XIX o tratamento e cura de epidemias de escarlatina pelo próprio Dr. Samuel Hahnemann, que usou o medicamento Belladona, tendo assim confirmado e reafirmado o sucesso da Homeopatia que, na época, já se vislumbrava por um longo tempo.

As epidemias de Dengue parecem ser tão velhas quanto as nossas capitanias hereditárias. Há indícios de que o Aedes aegypti, o vilão transmissor da doença, tenha vindo em navios negreiros no tráfico de escravos. Pegou carona no flagelo que foi o seqüestro, escravidão e morte dos povos africanos e a miséria de muitos de seus herdeiros aqui no continente americano.

Especificamente na atual epidemia, o descontrole dos focos do mosquito foi, é e será a grande causa desta grave situação. O Rio de Janeiro em especial, por ainda preservar seus nichos de Mata Atlântica, e sua proximidade com a área urbana, é o lugar que tem sofrido mais com a epidemia. Mas tanto no Estado do Rio de Janeiro como em todo o Brasil, o perigo é iminente.

Quanto à doença Dengue é bom que se diga: não há medicação preventiva. Nem alopática nem homeopática. É no tratamento dos sintomas que a Homeopatia passa a ter grande importância, principalmente neste  momento, onde muitos casos já foram atendidos e as diferenças de sintomas na clínica da doença já se diferenciam desta para epidemias anteriores. O tratamento homeopático na Dengue reforça o sistema imunológico (defesa orgânica), alivia as dores e a febre, na maioria das vezes dispensando o uso do alopático Paracetamol, que pode ser prejudicial àqueles que tenham problemas hepáticos e os agravem durante a doença, fato que tem sido de comum observação. Aproximadamente quatorze medicamentos homeopáticos, conforme o paciente, estão sendo utilizados pelos médicos homeopatas em suas clínicas particulares e em postos de saúde. Cada caso da doença é individualizado segundo o conjunto de sintomas apresentados pelo paciente durante a epidemia. Por isso mesmo é indispensável a visita ao médico homeopata para se determinar qual é o medicamento a ser utilizado. A automedicação é condenável em todo os sentidos, além de perigosa. Procure seu médico homeopata. 

Leia também algumas matérias que separamos para você:

DCI - SP (24/11/2008)
Composto homeopático previne e combate a dengue

BRASÍLIA - Um composto com princípios ativos que combatem febre, dores no corpo, mal-estar e inflamação pode ajudar evitar a dengue e a curar os sintomas da doença provocada pelo Aedes aegypti.

Segundo a farmacêutica homeopata Danyelle Perez, o composto não tem contra-indicação e “o tratamento preventivo deve ser feito durante todo o período de chuvas, quando o risco de epidemia é maior”.

A fórmula do composto foi desenvolvida pela médica homeopata Ana Teresa Doria Dreux, do Rio de Janeiro, que divulgou-a na internet no ano passado por causa do surto de dengue na capital carioca.

De acordo com Danyelle Perez, que atua em uma farmácia de manipulação em Brasília, o medicamento não garante que a pessoa nunca irá ter dengue, pois “há casos que, mesmo quando a pessoa utiliza a medicação, a doença é contraída, mas com sintomas mais leves".

A dosagem e a frequência da medicação deve ser definida por um médico de acordo com o estágio da doença. O tempo de recuperação também varia de acordo com o avanço do problema e o organismo do paciente.

O remédio pode ser adquirido em qualquer farmácia que trabalha com homeopatia. Cada embalagem do medicamento, que pode ser produzido na forma líquida, de cápsulas, ou de tabletes, custa em torno de R$ 14,00 e é suficiente, em média, para um mês de uso, no caso de prevenção, e para dez dias, para quem já está com a doença e precisa utilizar uma dosagem maior do composto.

O efeito preventivo e de tratamento se dá porque a substância fortalece o sistema imunológico. Como toda homeopatia, o medicamento é elaborado a partir de recursos naturais e "trata a doença pela lei dos semelhantes, estimulando o organismo a reagir contra a enfermidade”, explica a farmacêutica.

Ela adverte, no entanto, que o remédio não é válido para a dengue hemorrágica, que exige internação e tratamento específico.

Agência Brasil.


JB Online - RJ (30/10/2008)
Homeopatia contra a dengue

Alunos da rede municipal receberão remédio que reduz efeitos da doença

A Secretaria de Saúde de Macaé, em parceira com a Secretaria de Educação, aplica esta semana o complexo homeopático contra a dengue nos alunos da rede municipal de ensino dos bairros Novo Cavaleiros e Imboassica. A equipe do programa Educação em Saúde conta com quatro pessoas para a aplicação do medicamento.

As gotinhas serão aplicadas nas escolas Jacyra Tavares Duval, Lyons, Dolores Garcia Rodrigues, Maria Letícia S. Carvalho, Creche Imboassica, Escola Imboassica e Creche Escola do Novo Cavaleiros.

– Nossa meta é aplicar o complexo homeopático em 1.921 alunos dos dois bairros, além de professores e todo o pessoal de apoio – explica a técnica de educação em saúde, Maria Isabel Carneiro da Silva.

O uso da homeopatia na saúde coletiva representa uma medida complementar a todas as ações de saúde pública, e vem sendo utilizada como coadjuvante, buscando minimizar a evolução e o agravamento da dengue.

A ação esperada do produto é a redução da febre e dores no corpo em pacientes que já contraíram a doença. Quem não pegou dengue também pode tomar o remédio para que a manifestação do vírus não seja intensa em caso de infecção. No ano passado, durante o grande surto de dengue que afetou o Estado, a população de Macaé foi pouco infectada, acredita-se, devido ao uso do complexo homeopático.

Remédio não atua como vacina

É importante ressaltar que a medicação não é vacina, portanto, não imuniza nem impede ninguém de contrair a doença, apenas auxilia no controle de seus sintomas, evitando seu agravamento. Indivíduos de ambos os sexos e de todas as faixas etárias, incluindo gestantes, podem tomar as gotas homeopáticas, com exceção de pessoas que já tiveram histórico da doença, que precisarão de recomendação especial. O remédio não apresenta efeito colateral.

A secretaria reafirma que é necessário que a população continue trabalhando e fazendo a sua parte, não deixando água parada em pneus, vasos, garrafas e recipientes, e, quando identificado algum sintoma, procurar um posto médico mais próximo.

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